Depois de várias promessas falhadas de um retorno, depois de vários momentos de indecisão, após um bloqueio de escrita demasiado longo... eis que o meu blog sobre cinema, o CineArte, regressa das cinzas com um novo design e uma nova atitude! :D
Visitem o blog e não se esqueçam de comentar, que qualquer feedback é sempre bem vindo! ^_^
Aqui vai um vídeo que desencantei no blog da Premiere Portuguesa e que já deveria ter colocado para estes sítios. O título diz tudo: "Worst Movie Scenes Ever". E sim, é fenomenal!
Deixo-vos aqui, num gesto de publicidade gratuita completamente descarada, o meu trabalho final para a cadeira de Narrativas e Novos Media, uma short-story interactiva de hipertexto chamada "Ars Memoriam"
No link acima, vão encontrar um site recém-criado pelo governo português com um mui-singelo objectivo: denunciar conteúdos "ilegais" que existam na internet. Leram bem. Podem, a partir de agora, colocar em tribunal os vossos amigos, inimigos, ex-namorad@s, colegas, familiares, etc. por coisas tão "maléficas" como usar imagens de filmes/séries/bandas/whatever num avatar do Livejournal ou do Blogger sem pedirem autorização aos detentores dos copyrights.
E agora perdoem-me a falta de subtileza, de tentativa de construção frásica coerente ou de contenção, mas começo a ficar farto destas putas de merdas asquerosas que são um atentado absoluto a qualquer noção de liberdade que se possa ter!
Mais de 25 anos depois do 25 de Abril, voltámos ao país onde temos que estar sempre à cata de toda a gente, em que temos que não confiar em ninguém, nem naqueles que chamamos "nossos amigos", nem nas pessoas com que vamos para a cama ou com quem, Deus nos livre!, temos uma criança. Aliás, não confiemos nos nossos filhos, que eles têm mais razões do que qualquer outra pessoa para nos denunciarem! O Estado Democrático (???) Português PROMOVE e RECOMPENSA aqueles que denunciam, que delatam, que bufam, que corrompem quaisquer ideias de amizade ou fidelidade; vira-nos, assim, uns contra os outros em todos os domínios que pode, convencendo-nos de que "é para o nosso próprio bem" e apelidando este comportamento repelente da mais pura vileza de "acto de cidadania". Francamente, se isto é cidadania, podem enfiá-la pelo cu dentro.
António de Oliveira Salazar estaria orgulhoso... a sua lição, aparentemente, foi mais bem estudada por este governo "socialista" (???) do que qualquer noção de "solidariedade" ou "ideologia".
E pronto, vou entregar o último trabalho do ano que é, também, o meu último trabalho enquanto aluno da ESTC... e, apesar da imensa satisfação que umas pequenas férias podem trazer, não me consigo deixar de sentir melancólico com isto.
Algumas notas aleatórias sobre estes últimos cinco anos nos posts que se seguem...
Independentemente do que tenha feito nos seus últimos dias de vida, não podemos ignorar que foi (é e sempre será) um dos grandes performers do seu ramo, alguém que sempre foi um exemplo de ética de trabalho e que sempre amou aquilo que fazia. Não precisava de micros nem de spots nem de gimmicks manhosas para nos entreter: era um wrestler puro, e era isso mesmo que fazia muito bem, ponto final. Tive a oportunidade de o ver ao vivo aquando da passagem da Smackdown! LiveTour em Outubro passado e foi, sem sombra de dúvidas, um dos mais aplaudidos pelo público e por mim. Vale a pena lembrá-lo, sobretudo no momento em que a companhia que o empregava (e para a qual deu tanto de si) começa a apagar quaisquer vestígios da sua existência como se se tratasse de uma nódoa humilhante num lençol imaculado. Moralismos hipócritas? Certos regimes políticos menos recomendáveis tinham um nome para isso...
A história nunca se fez de homens perfeitos. Às vezes parece que nos esquecemos disso...
Na sexta-feira passada, eu e a minha turma de japonês fomos assistir a duas conferências integradas na Semana do Japão da Univ. Nova - uma era composta por uma conversa informal com o realizador japonês Shinji Aoyama, seguida por uma conferência sobre o Japonismo na Arte Ocidental no Século XIX orientado por uma grande amiga minha.
Shinji Aoyama é o "Herói Independente" deste ano no Festival Indie Lisboa, e foi por ocasião da retrospectiva da sua obra que nos veio visitar. A tradutora (minha mui estimada Sempai no curso de japonês, e uma ex-aluna da ESTC herself!) introduziu-nos ao cineasta e serviu de mediadora entre as nossas perguntas e as respostas do realizador.
Aqui está o Trailer do filme que marca a minha estreia profissional no mundo do cinema. A película está agendada para estrear dia 3 de Maio num cinema perto de vós (sim, porque a distribuição é da Lusomundo, por isso esta deve ser boa!). Espero que gostem! Comentários são agradecidos! ^_^
Clip de um brilhante momento de Hugh Laurie (aka Dr. House!) no "Inside the Actor's Studio":
E para quem quiser ver a versão original da performance na televisão britânica:
P.S. - Não sei se o Youtube tem excertos do resto do show do AS, mas vale bem a pena: é uma fantástica entrevista a um actor fabuloso, num dos programas que me está quase a fazer cair na tentação de assinar o pacote Funtastic Life...
MARTIN SCORSESE GANHOU O OSCAR DE MELHOR REALIZADOR!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Quem me conhece razoavelmente bem sabe que um dos meus ódios de estimação é essa entidade completamente imbecil que dá pelo nome de Inspecção Geral das Actividades Culturais. As razões para que tal entidade me cause dores de cabeça, diarreia e alguma náusea são diversas e implicam o contar de uma história longa que já lá vai. Mas isto tudo serve para dizer tive algum "gozo" quando descobri isto ao olhar de relance para uma TV num bar:
O que mais me deprime nisto tudo é saber que há um conjunto de indíviduos anónimos que estão a ser pagos para colocarem uns dvds nuns leitores, sentarem os respectivos cus no sofá durante 90 minutos e verem um simples videograma... e NEM ISSO SE DÃO AO TRABALHO DE FAZER!!!!!!!!
No outro dia, e curiosamente apenas umas horas após ter visto a adaptação para cinema deste livro extraordinário, estava com uma colega a tirar umas fotografias no Cais do Sodré para o meu projecto de curta-metragem quando fomos, mais ou menos cordialmente, convidados por um segurança a sairmos pois, vim a descobrir, era proibido dar uso ao aparelho fotográfico naquele local. Sim, leram bem. Aparantemente, era preciso eu ir pedir uma autorização por escrito da gerência da CP (que, pelos vistos, tem toneladas de tempo livre nas mãos para atender a pedidos desta natureza...) caso quisesse fotografar uns amigos/familiares/whatever que tivessem vindo de um passeio em Cascais ou (como era o caso) estivesse a preparar imagens para um trabalho escolar. Aparentemente, dois estudantes universitários munidos de uma máquina Reflex a discutirem enquadramentos são potencialmente tão ou mais perigosos do que um grupo de delinquentes ou, pior ainda!, um bando de terroristas.
Não consegui perceber se esta interdição devia-se a uma protecção dos direitos de imagem da empresa e dos seus utilizadores ou a qualquer medida de segurança. Mas, independentemente disso, esta situação pôs-me a pensar nalgumas questões: haverá, actualmente, algum local onde se possa tirar fotografias sem infringir alguma lei de copyright ou de segurança? Parece duvidoso, senão vejamos: se tirarmos uma foto no meio de uma rua, estamos a quebrar o direito de imagem de qualquer transeunte que possa aparecer na fotografia, para além de não estarmos a respeitar o copyright dos arquitectos que desenharam as plantas dos edifícios que aparecem no fundo. Isto sem mencionar as quantias de dinheiro que não estamos a pagar às empresas de automóveis cujos veículos, inconvenientemente, estejam estacionados algures no enquadramento. Se tirarmos uma fotografia num jardim, não estamos a respeitar os direitos dos proprietários do mencionado jardim. E o céu? Será que podemos fotografar as nuvens sem temermos sermos processados por alguém que se sinta lesado? Quer dizer, afinal, estamos a fotografar o espaço aéreo português que "é propriedade" do Estado Português... curiosamente, o mesmo proprietário da CP.
Estas últimas tiradas podem parecer perfeitamente absurdas, mas confesso-vos que até fiquei convencido de que, daqui a uns anos, o segurança teria o pleno direito de me tirar a câmara da mão para apagar todas as imagens que tivessem sido captadas naquela estação ou, mais grave ainda, poderia ter toda a autoridade para confiscar-me o cartão de memória. Compreendo que existam tensões e medos relativamente a eventuais atentados terroristas (que parecem, hoje em dia, ser justificação para tudo o que, antigamente, seria considerado um sério atentado à nossa liberdade), mas irritou-me tremendamente toda esta situação, irritou-me o tom de "eu só estou a cumprir ordens" do segurança, irritou-me a nossa eterna dependência da burocracia (daqui a uns anos, parece-me, precisaremos de autorizações escritas para irmos à casa de banho!), irritou-me o facto de estarmos tão desconfiados uns dos outros que só conseguimos ver uma máquina fotográfica como uma ameaça clara e inequívoca ao nosso bem estar, irritou-me pensar que alguém pondere que eu estivesse ali para ganhar dinheiro à custa de fotografias de linhas de comboio que, obviamente, não me pertencem... Tudo isto me irritou. E irrita-me pensar que queimei energia que deveria estar a usar de forma criativa simplesmente a irritar-me com isso!
Estaremos tão paranóicos ao ponto de querermos e deixarmos abdicar alegremente das liberdades que conquistámos de 1974 para cá? E tudo em nome de valores supostamente tão louváveis como a segurança pública ou os direitos de imagem/autor?
Não é que seja propriamente um grande feito, mas é emitido hoje na RTP o segundo episódio deste programa, no qual participei como anotador. O meu contributo foi bastante diminuto, e é absolutamente invísivel para quem veja o show, mas revelou-se uma experiência interessante porque não só fiquei a perceber que o trabalho nestes programas de TV, várias vezes considerado como sendo "preguiçoso" e sem qualquer preocupação estética de maior, é muito mais duro do que qualquer espectador pensa; como, também, permitiu-me realizar uma das coisas que mais gosto de fazer e que mais negligencio: viajar!
Esta segunda parte do programa foi gravado na semana passada no Porto, o que me permitiu visitar a Invicta vários anos após a minha última passagem pela terra da tripa. Estivemos a gravar sobretudo na Casa da Música (Serralves era outra hipótese, mas infelizmente acabou por não ser possível passar por lá...) e devo admitir que fiquei francamente impressionado com a beleza do espaço. Custou muito dinheiro, demorou muito tempo a construir, mas, quando o resultado é este, não custa nada dizer "Valeu a pena!".
Se estiverem interessados (e não vos culpo se não estiverem), o programa está marcado para ir para o ar às 22h 20m... o que quer dizer que o mais provável é só começar lá para às 23h! Se ficarem a ver, esperem pelo genérico de fim que o meu nome aparece lá pelo meio (e, desta vez, sem ser em ultra-super-hyper-speed!).
P.S. - Ah, e há que dizer que esse ataque-cardíaco-materializado-em-refeição que dá pelo nome de Francesinha é absolutamente delicioso! :D
Nada melhor do que começar o novo ano com uma vergonhosa e descarada tirada de auto-promoção! :D
É já no dia 7 de Janeiro (próximo domingo) que vai para o ar, às 22h 00m, o primeiro episódio desta série de televisão. E que razão tenho eu para estar a mencionar isto? É que trata-se da minha humilde estreia profissional no mundo da televisão enquanto assistente de montagem! É verdade, vão poder delirar com a perfeição do sincronismo do movimento de lábios dos actores com o respectivo som* made by yours truly e, quando chegar a altura do genérico de fim correr em ultra-speed mode, vão poder, num milésimo de segundo, apontar para o ecrã e dizer à pessoa mais próxima "Hei, eu conheço aquele gajo!"!!!
Mas, um pouco mais seriamente, tenho que confessar que estou curioso para ver o resultado de um trabalho de cerca de quatro meses finalmente materializado numa obra final, independentemente da sua qualidade final. É uma pena que o filme do qual esta série é uma sequela não tenha chegado primeiro às salas de cinema, até porque assim a narrativa deste não teria tantos spoilers, mas suponho que não se pode ter tudo.
Enfim, vejam, digam de vossa justiça e, se não gostarem, lembrem-se de que eu não fiz parte da equipa criativa! Se gostarem, elogios são sempre bem vindos, mesmo para os míseros assistentes de montagem! :P
(já agora, alguém me pode explicar por que razão é que a RTP está a chamar "Ante-Estreia" à exibição do episódio 1? É que no resto do mundo civilizado chamamos a isso uma simples ESTREIA!)
* - Não me responsabilizo por eventuais dessincronismos com actores estrangeiros e/ou actores dobrados - na eventualidade de tal acontecer, encaminhem as vossas bombas para o director de misturas!
Vem atrasado uns quatro ou cinco dias, mas não podia deixar de partilhar convosco aquele que está em sérios riscos de ser considerado, pela minha mui humilde pessoa, como o mais brilhante vídeo desta quadra natalícia!
Vejam, pois não é todos os dias que vemos uma das mais míticas personagens do action-cinema dos anos 80 a abordar questões tão... existenciais... ^^U